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Voluntários produzem máscaras e aventais descartáveis para o Hospital Divina Providência em Porto Alegre

Postado em 07/04/2020 por

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*Fonte imagem : Voluntários produzem máscaras e aventais descartáveis para o Hospital Divina Providência em Porto Alegre*


G1 RS

O Hospital Divina Providência, de Porto Alegre, formou uma rede de voluntários que produzem máscaras e aventais para os profissionais de saúde, diante do aumento da demanda devido ao novo coronavírus. Através de convocação nas redes sociais, mais de 1 mil pessoas se juntaram à força-tarefa.

De acordo com a coordenadora da hotelaria do Divina Providência, Elisangela Calvi, a ideia surgiu logo após de reuniões com os profissionais da saúde do hospital para falar sobre os atendimentos de pacientes com suspeita de Covid-19:

“Percebemos que a demanda de equipamento de proteção individual (EPIs) estava muito alta no mercado e o pessoal estava com dificuldade em adquirir. Vimos quais eram os materiais preconizados pela Anvisa para a produção e começamos os pedidos de doações”, diz.

Na primeira semana, foram produzidos 800 EPIs. A meta para o primeiro mês de produção é de 60 mil aventais e 40 mil máscaras.

As peças usadas pelos profissionais da saúde do hospital, e também serão destinados conforme necessidade para outros três hospitais da Rede de Saúde Divina Providência no Estado, que atendem 100% pelo SUS.

Os hospitais ficam nos municípios de Estrela, Arroio do Meio e Progresso, no interior do Rio Grande do Sul. O Hospital Divina Providência de Porto Alegre é filantrópico.

Os materiais para a produção, tecidos como TNT e SMS, elásticos, linhas, velcro e punhos são enviados diretamente para a casa dos voluntários com todas as recomendações de higiene. Uma dessas voluntárias é a estilista Eduarda Galvani, proprietária de um ateliê de moda em Porto Alegre.

“A gente produziu 50 aventais. É bem fácil, não é nada complicado, mas tem que ter todo o cuidado, toda hora tem que estar higienizando.”

Os 15 funcionários do ateliê estão em home office, pois a maioria possui máquina de costurar em casa. Quatro pessoas estão ajudando na produção, inclusive a própria empresária e sua avó, Celina Bona, de 78 anos.

“Ela trabalha comigo desde o início, foi uma das minhas inspirações pra começar. Ela sempre trabalhou com moda, na verdade, com costura e principalmente com tingimentos, há mais de quase 40 anos. Ela é uma pessoa chave no ateliê”, comenta Eduarda.

Outro voluntário é o publicitário e também costureiro Victor Gyurkovitz, de Porto Alegre. Desde o início da pandemia no Brasil, o jovem tinha o desejo de ajudar, mas não sabia por onde começar.

A publicação do Hospital Divina Providência nas redes sociais o ajudou a encontrar um pontapé inicial. Também nas redes sociais, o publicitário se juntou a uma amiga na produção dos aventais.

“Eu senti que além de ficar em casa, eu tenho a sorte de ter um trabalho que posso trabalhar em home office. Eu queria uma forma mais prática de ajudar os profissionais da saúde. Como costuro já tem um tempo, costuro roupas pra mim e em breve estaria lançando uma marca, pensei que a melhor coisa a se fazer neste momento é produzir material de segurança para quem está cuidando da gente no hospital. Foi isso que me moveu, em colocar as máquinas pra funcionar nesse tempo de pandemia” , comenta.

G1 RS

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